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A origem, a trajetória e o surgimento da Trilogia da Consciência

Este projeto não nasceu de uma formação acadêmica específica nem da intenção de criar uma nova teoria. Nasceu de uma trajetória marcada por leituras que geravam mais perguntasdo que respostas, por respostas que nunca pareciam fazer pleno sentido e pela experiência concreta da vida. Ao longo desse percurso, tornou-se persistente a necessidade de compreender aquilo que a linguagem comum não conseguia explicar.

A formação em filosofia surgiu nesse percurso como um primeiro instrumento de organização do pensamento. Livros, aulas, palestras e estudos mostraram que ela oferecia ferramentas importantes: aprender a pensar com mais rigor, estruturar argumentos e reconhecer limites e contradições. A filosofia trouxe método e clareza intelectual. No entanto, com o tempo, tornou-se evidente que ela também não era suficiente. As perguntas centrais permaneciam: sobre o sofrimento, o sentido, a consciência, o medo, o desejo e a própria experiência de existir.

Foi nesse ponto que começaram a surgir conexões inesperadas. Certos conceitos filosóficos pareciam dialogar com estruturas presentes nos textos bíblicos. Algumas imagens simbólicas se aproximavam de descrições psicológicas e neurocientíficas. O que antes aparecia como campos separados começou a revelar padrões comuns. A sensação recorrente era simples: "isso se parece com aquilo", "isso se conecta com aquilo".

Esse primeiro insight conduziu naturalmente ao estudo de outras áreas. A cada novo passo, tornava-se mais claro que os diferentes saberes não se excluíam, mas se complementavam. Os próprios textos antigos já apontavam para essa necessidade de integração. A ciência, a filosofia e a espiritualidade surgiam como linguagens distintas tentando nomear processos semelhantes da experiência humana.

Desse movimento nasceu a Trilogia da Consciência. Não como uma doutrina, nem como um sistema fechado de respostas, mas como uma tentativa de organizar em palavras um percurso que começou na vida concreta, passou pela filosofia e se ampliou para uma leitura simbólico-funcional da consciência humana. Com o tempo, a obra deixou de depender da biografia de quem a escreveu e passou a existir por si mesma, como uma estrutura interpretativa aberta à crítica, à reflexão e à verificação pessoal.

O autor não se apresenta como autoridade final sobre os temas tratados, nem como representante de instituições científicas ou religiosas. Atua apenas como alguém que percorreu um caminho de investigação e tentou traduzir esse percurso em linguagem acessível. A obra é maior que o autor e não exige adesão pessoal, mas compreensão de sua lógica interna.

Compreender sua essência não significa adotar uma nova crença, mas aprender a olhar o mundo e o próprio ser humano a partir de um eixo diferente: não como fragmentos isolados, mas como partes de um mesmo processo de integração entre corpo, linguagem, emoção e pensamento.

A Trilogia da Consciência não é um ponto de chegada. É um convite à travessia intelectual.

No sentido mais simples do termo que Kant utilizou: sapere aude — ousar pensar por conta própria.